Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Este Verão ofereça o livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”


Este Verão, sinónimo de regresso a Portugal para muitos emigrantes
espalhados pelo mundo, ofereça livros aos outros e a si também!

Adquira o livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos
dos Grandes Descobridores”, uma obra bilingue (português e francês),
concebida e realizada pelo historiador Daniel Bastos e traduzida pelo
docente Paulo Teixeira, a partir do espólio do conhecido fotógrafo que
imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de
1960, nas livrarias de referência ou receba comodamente por via postal o
seu livro em casa, bastando que nos forneça por correio eletrónico o nome
da pessoa a quem se destina o livro e a forma de pagamento (cobrança /
transferência).



Depois é só esperar que o correio bata à porta, e receber esta obra, que
conta com prefácio do consagrado pensador Eduardo Lourenço,
posfácio de Maria da Conceição Tina, “a menina da boneca”, e é enriquecido
com imagens históricas sobre a vida dos emigrantes portugueses, memórias e
mais de centena e meia de outras fotografias originais da maior
importância para a história portuguesa do último meio século. Como
fotografias sobre o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves nos
anos 60, da viagem a “salto” dos emigrantes além Pirenéus, e das
comemorações do 1.º de Maio de 1974 na capital portuguesa.

Este livro constitui um justo reconhecimento aos protagonistas anónimos
da história portuguesa que lutaram aquém e além-fronteiras pelo direito a
uma vida melhor e à liberdade.


Votos de um bom Verão!


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A balança migratória em Portugal



Em meados deste ano foi disponibilizado online, o relatório anual sobre migrações internacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). 

Nas páginas dedicadas a Portugal, o “International Migration Outlook 2015”, aponta uma diminuição do número de estrangeiros residentes entre 2009 e 2013, e um significativo aumento da emigração desde 2010. Segundo o relatório, a balança migratória nacional (emigração – imigração) apresentou um resultado negativo de 10.500 pessoas em 2015, embora menos acentuado do que em anos anteriores (-30.100 em 2014 e -37.400 em 2012).

No entanto, estes dados que refletem a grave crise económica vivida em Portugal nesse período e levou mesmo à assistência financeira da troika, parecem estar desde o ano passado numa tendência de inflexão. O recente Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo do SEF indica a existência em Portugal de 397,731 imigrantes com título de residência válido, o que significa mais 2,32% de cidadãos estrangeiros residentes em território nacional que no ano anterior.

Segundo o documento do SEF, numa época em que a emigração portuguesa está a diminuir, no ano passado saíram de Portugal 38 mil pessoas, menos duas mil que em 2015, os imigrantes brasileiros continuam a ser a maior comunidade imigrante em território português, com um total de 81251 cidadãos, ou seja 20% dos imigrantes. 

No rol das nacionalidades mais presentes no território português destacam-se, para além do tradicional fluxo africano, a imigração francesa, cuja comunidade registou um aumento superior a 2015 (33%), com 11293 imigrantes legalizados. Assim como a inglesa, que igualmente atraída pela segurança e benefícios fiscais, passou a ser uma das mais relevantes nacionalidades em Portugal (19384 imigrantes), ultrapassando inclusive a angolana (16994 imigrantes). 

Esta estabilização da balança migratória, além de constituir um sinal positivo do cenário macroeconómico nacional, é um indicador do caminho que o país deve continuar a trilhar rumo a um futuro coletivo sustentado, e que passa necessariamente pela diminuição da emigração e pela entrada de imigrantes, elementos fundamentais para Portugal não perder população e competitividade socioeconómica.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Orlando Pompeu inaugura exposição na Galiza



No início do mês de agosto, o mestre-pintor Orlando Pompeu inaugurou no ArteCafe, no centro da cidade galega de La Guarda, a exposição de pintura com aguarela “Metáforas Pompeuanas”.
 
O mestre-pintor Orlando Pompeu (dir.), acompanhado do casal Angela e Alaitz do ArteCafe, e do historiador Daniel Bastos
A inauguração da exposição de um dos mais conceituados artistas plásticos portugueses da atualidade, detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Dubai e Japão, assinala a relação umbilical do pintor com a região da Galiza, onde o mesmo tem realizado várias exposições ao longo dos últimos anos, e possui vários admiradores e colecionadores. 

A exposição de Orlando Pompeu, artista plástico que detém uma carreira e currículo nacional e internacional cimeiro, estará patente ao público durante o mês de agosto, época balnear em que a cidade de La Guarda recebe milhares de visitantes.


sábado, 29 de julho de 2017

Emigração e remigração: novas formas de mobilidade em Portugal



Nos passados dias 10, 11 e 12 de julho, realizou-se na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), o curso de verão “Emigração e remigração: novas formas de mobilidade em Portugal”, que teve como principal objetivo oferecer um quadro das recentes mudanças nos padrões migratórios de e para Portugal, com uma atenção específica aos temas do trabalho, da cidadania, da identidade e dos imaginários do futuro.

A iniciativa, que parece não ter atraído a atenção dos órgãos de comunicação, teve o condão de juntar vários especialistas da comunidade académica para expor e debater dimensões do fenómeno migratório lusófono com menor visibilidade na opinião pública. Como os casos da remigração guineense para o Reino Unido, a remigração hindu entre a África de Leste e a Europa, os portugueses ismailis em Angola, e os portugueses-bangladeshis em Londres.

Um dos casos de estudo, também alvo de análise no curso de verão, e que tem gerado impacto na sociedade portuguesa foi o dos enfermeiros lusos no estrangeiro, cujo recrutamento internacional embora persista parece ter estancado no ano passado. 

Segundo dados da Ordem dos Enfermeiros, que emite as declarações de habilitação que estes profissionais precisam para exercer lá fora, em 2016 saíram do país 1614 enfermeiros, quase metade do ano anterior. Este número é inclusive inferior ao que se registou em 2011, ano da chegada da troika a Portugal, e isto depois de nos últimos anos, terem emigrado 12670 enfermeiros, mais de 2500 por ano, para países como o Reino Unido, a França, Bélgica e a Alemanha.

O aumento da contratação no Serviço Nacional de Saúde (SNS) parece estar na base do decréscimo desta emigração portuguesa qualificada, o que não pode deixar de ser visto como um dos bons indicadores atuais do país.  

No entanto, como tem alertado a Ordem dos Enfermeiros, nada garante que a tendência não torne a inverter-se, dada a disparidade de salários e de progressão na carreira no estrangeiro, pelo que é fundamental consolidar e fortalecer estes recentes sinais positivos, tanto que é mais ou menos unânime que faltam milhares de enfermeiros no SNS.