Morgado de Fafe

O Morgado de Fafe, personagem literária consagrada na obra camiliana, demanda uma consciência crítica contra uma visão de sociedade enfeudada em artificialismos. A figura do rústico morgado minhoto marcada pela dignidade, honestidade, simplicidade e capacidade de trabalho, assume uma contemporaneidade premente, nesse sentido este espaço na blogosfera pretende ser uma plataforma de promoção de valores, de conhecimento e de divulgação dos trabalhos, actividades e percurso do escritor e historiador Daniel Bastos.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A reflexão do Papa sobre a história de Natal e as Migrações



Durante a tradicional Missa do Galo, realizada na noite de 24 de Dezembro na Basílica de São Pedro, em Roma, o Papa Francisco expôs uma reflexão na qual conferiu à história de Natal um sublime paralelismo com os fluxos migratórios dos tempos atuais.

 O Bispo de Roma, e como tal, líder mundial da Igreja Católica, que evocou o nascimento singelo de Jesus como uma “fonte de esperança” para os dias de hoje, comparou a história da viagem de José e Maria, forçados a deixarem a sua terra de Nazaré em direção a Belém “mas cheios de esperança no futuro pelo filho que estava prestes a chegar”, com a história de milhares de pessoas que saem dos seus países de origem em busca de uma vida melhor. 

Numa época em que a humanidade assiste a uma gravíssima crise migratória, expressa, por exemplo, na chegada à Europa nos últimos anos de milhões de pessoas que fogem de conflitos, terrorismo ou perseguições nas suas terras natais, as palavras prementes do Papa Francisco demandam um compromisso e resposta solidária mundial aos grandes movimentos hodiernos de migrantes.

Contrariamente a outros importantes protagonistas do palco mundial, que têm assumido atitudes e posições titubeantes relativamente ao fluxo migratório, o Papa Francisco, ele próprio filho de emigrantes italianos na Argentina, tem desde o início do seu pontificado difundido uma mensagem de responsabilidade e preocupação com os migrantes.

A escolha há quatro anos de Lampedusa para a primeira viagem apostólica do seu pontificado e a primeira de sempre de um Sumo Pontífice à ilha italiana do Mediterrâneo, ponto de passagem para milhares de imigrantes que tentam chegar à Europa, é reveladora do profundo respeito que o Papa Francisco tem pelos milhares de pessoas e famílias que procuram fora dos seus países de origem um futuro melhor.

Ainda no decurso do ano que agora finda, o Papa lançou a campanha "Partilhar a Viagem". Uma iniciativa a favor dos migrantes para ajudar a debelar o crescimento do sentimento anti-imigrante na Europa e nos Estados Unidos da América, que o líder religioso fundamentou com a defesa do princípio basilar que os migrantes são "impulsionados pela virtude cristã da esperança para encontrar uma vida melhor".

sábado, 23 de dezembro de 2017

Feliz Natal e um Bom Ano Novo



Um sincero desejo para todos os amigos, conterrâneos e compatriotas espalhados pelos quatro cantos do Mundo de um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, com o desígnio que nas noites frias de Inverno o calor da nossa amizade acalente os nossos corações, e nos guie no rumo da esperança e solidariedade.
"Holy Family", J. Kirk Richards (American contemporary artist)

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O II Encontro de Investidores da Diáspora



No passado dia 15 e 16 de dezembro, a atrativa cidade de Viana de Castelo recebeu o II Encontro de Investidores da Diáspora, no Forte de Santiago da Barra, numa iniciativa conjunta da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas/Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora (GAID) e do Município de Viana do Castelo.

O encontro, que teve como principal objetivo promover a dinamização do tecido empresarial da diáspora portuguesa e do seu duplo potencial, enquanto origem de fluxos de investimento e destino de iniciativas de diversificação de mercados por parte de empresários portugueses, juntou cerca de meio milhar de investidores lusos vindos de todo o mundo, com particular incidência da França, Brasil, Alemanha, Estados Unidos da América e Moçambique. E computou a presença de diversos membros do Governo, entre eles, os ministros dos Negócios Estrangeiros, da Economia, e do secretário de Estado das Comunidades, assim como de várias entidades públicas, responsáveis por sectores ligados à informação, conhecimento, turismo e investimento.

A plêiade de agentes políticos, económicos e sociais que rumou por estes dias a uma das cidades mais conhecidas do norte do país, é reveladora do potencial da diáspora portuguesa na globalização da economia nacional, na promoção da internacionalização das empresas lusas e no apoio à sua atividade exportadora, na captação de investimento estruturante e na promoção da imagem de Portugal, que ainda recentemente foi o primeiro país europeu a ser eleito o melhor destino turístico do Mundo.

Num mundo cada vez mais global e competitivo, a diáspora lusa que está praticamente presente em todos os países do Mundo, e que entre portugueses e luso-descendentes até à terceira geração ultrapassa os 30 milhões de pessoas, constitui eminentemente um ativo estratégico e incontornável na afirmação internacional de Portugal.

Nesse sentido, a realização do II Encontro de Investidores da Diáspora, ao revigorar uma das ideias-mestras da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), designadamente que o país não termina nas fronteiras e é continuado por todos os portugueses que vivem no estrangeiro e contribuem ativamente para o seu desenvolvimento, impele que a sociedade portuguesa em geral, e o Governo em particular, reconheçam e valorizem condignamente os compatriotas das várias comunidades espalhadas pelo Mundo.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Esta quadra natalícia ofereça o livro “Terras de Monte Longo”



Esta quadra natalícia ofereça livros aos outros e a si também! 


Adquira o livro “Terras de Monte Longo”, uma edição trilingue (português, francês e inglês), realizada pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio de um dos mais aclamados fotógrafos portugueses da sua geração, José de Andrade, e prefaciada pelo consagrado fotógrafo franco-haitiano que imortalizou a história da emigração portuguesa, Gérald Bloncourt, nas livrarias de referência. Ou receba comodamente por via postal o seu livro em casa, bastando que nos forneça o nome da pessoa a quem se destina o presente e a forma de pagamento (cobrança / transferência).

Capa do livro "Terras de Monte Longo"

Contra-capa do livro "Terras de Monte Longo

Daniel Bastos
Depois é só esperar que o correio bata à porta, e receber este ótimo presente para esta quadra natalícia, que esboça um retrato histórico conciso e ilustrado do interior norte de Portugal em meados dos anos 70, através de imagens até aqui inéditas, que José de Andrade captou nessa época em povoados rurais entre o Minho e Trás-os-Montes. Nesses “lugares de memória”, agora resgatados, abundam rostos, expressões, sentimentos, agruras e trajectos ligados à emigração por que passaram as povoações rurais do Portugal profundo na transição da ditadura para a democracia.


Votos de um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Daniel Bastos apresentou novo livro “Terras de Monte Longo”



No passado sábado (16 de dezembro), o historiador Daniel Bastos apresentou no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, o seu novo livro, intitulado “Terras de Monte Longo”. 


A obra, uma edição trilingue (português, francês e inglês) foi concebida a partir do espólio de um dos mais aclamados fotógrafos portugueses da sua geração, José de Andrade (1927-2008), numa sessão que encheu-se de pessoas da região Norte de Portugal e da Galiza, e que esteve a cargo da reputada socióloga das migrações Maria Beatriz Rocha – Trindade.



Neste novo livro, prefaciado pelo consagrado fotógrafo franco-haitiano Gérald Bloncourt, e realizado com o apoio do Centro Português de Fotografia, instituição pública que assegura a promoção e valorização do património fotográfico nacional, Daniel Bastos esboça um retrato histórico conciso e ilustrado do interior norte de Portugal em meados dos anos 70. 

Através de imagens até aqui inéditas, que José de Andrade captou nesse período em povoados rurais de Fafe, um território entre o Minho e Trás-os-Montes, o historiador e autor de livros sobre a emigração, aborda as memórias do passado, não muito distante, do Portugal profundo e rural na transição da ditadura para a democracia. 

No decurso da sessão, que contou com a presença na mesa de honra do historiador Artur Ferreira Coimbra, em representação do Município de Fafe, a professora catedrática e investigadora Maria Beatriz Rocha – Trindade, que tem dedicado a sua vida ao estudo das Migrações, sustentou que o livro constitui um relevante contributo antropológico e histórico para a compreensão de uma época marcada por condições de vida duras e inúmeros trajetos ligados à emigração, por que passaram as povoações rurais do interior norte de Portugal.

Refira-se que estão previstas para o próximo ano várias sessões de apresentação do livro junto das comunidades portuguesas residentes no estrangeiro, e que a edição da obra deveu-se em grande parte ao mecenato de empresas que partilham uma visão de responsabilidade social e um papel de apoio à cultura. Com particular destaque para o grupo empresarial do comendador luso-canadiano Manuel da Costa, um dos mais ativos e beneméritos empresários portugueses em Toronto.